21 de maio de 2009
19 de maio de 2009
18 de maio de 2009
Policromos
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
12:04
Este poema é dedicado à poeta, Márcia Sanchez Luz, que posta a sua poesia no blogue: "O Imaginário" http://poemasdemarciasanchezluz.blogspot.com/

Os seus sonetos
Presos à métrica
E à rima desvendam
A policromia da vida
E da poesia.
Parecem inspirados
Nas escolas mais consagradas
Dos mestres cantadores
E dos menestréis palacianos.
Os seus sonetos
Parecem um jardim
Onde as borboletas douradas
Com suas tênues asas
Pousam em pétalas vermelhas.
Os seus sonetos decassílabos
Parecem inspirados
Em seus ancestrais além-mar.
Quem sabe, Cervantes!
Ou, por que não, Verlaine!
Os seus sonetos
Parecem música
De chuva e de vento
Ao mesmo tempo
E têm as cores
Da noite com a lua prateada.
Os seus sonetos
Guardam lembranças
De manhãs claras
De girassóis ao meio-dia
E de pássaros em cantoria.
Os seus sonetos
Não precisam
Falar de mães zelosas
De amores perdidos
E de desejos proibidos
Para revelar as cores
Da vida, da emoção
E do instante.
15 de maio de 2009
13 de maio de 2009
Os homens não aprenderam nada
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
15:33
Este poema é um grito em favor de um rio que foi doce, parceiro e amigo dos ribeirinhos. Hoje, um depósito de lixo, de excrementos e resíduos industriais. Até quando, nós amigos e parceiros desse rio vamos continuar vendo descaso da população ribeirinha e das autoridades, até quando? Até a Companhia Vale do Rio Doce abandonou o rio que a enriqueceu. Agora é só Vale. Vista da cidade de Conselheiro Pena, das margens do rio Doce, ao fundo a serra do Padre Ângelo (foto: Gustavo Sturzeneckder, postada no site: www.panoramio.com/photo/2978033).
Hoje o rio Doce é apenas passagem
Entre a nascente e o mar.
É um estreito rumo que segue em frente.
Em um passado nem tão distante
Suas margens faziam tudo frutificar
Nada retinha e nunca foi indiferente
À sede, à beleza e à fome dos homens.
E os homens nada aprenderam do rio
São passageiros ferozes de uma viagem
Sem-fim, sem retorno e sem rumo.
Desmatando a nascente cristalina
E despejando sujeiras no leito.
Hoje o rio Doce é doce só no nome
E na lembrança de velhos barqueiros.
12 de maio de 2009
O despertar
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
18:04
A casa que eu sempre regresso
Não pode ser comprada
Nem vendida.
Quando a deixei
Queria correr o mundo
Queria atravessar os mares
Queria sentir outros ares.
Não pode ser comprada
Nem vendida.
Quando a deixei
Queria correr o mundo
Queria atravessar os mares
Queria sentir outros ares.
Se eu ainda tivesse tempo
Regressaria para a casa
Que me viu nascer.
E toda manhã iria me banhar
No rio que corta a cidade
E nunca deixaria o meu coração
Despertar do sono profundo dos justos.
Se eu ainda tivesse tempo
Iria cuidar do jardim
Todas tardes ensolaradas
E descansar o resto do dia.
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