
o mundo parece que finda;
logo ali, depois da curva.
O resto é apenas neblina
11 de janeiro de 2011
Ainda há muitos sonhos
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
14:42

Hoje só quero o oceano
nas minhas mãos
e a lua nos meus pés.
Quero viver sem terra, sem pressa
e sem adornos.
E no cavalo alado
buscar o brilho das estrelas
e os raios do sol.
Quero apenas voar
em direção aos pássaros,
acordar bem cedo
para ver o dia nascer
e não ter nada o que fazer
nas tardes quentes
e longas de verão.
Ainda há muitos sonhos
que as noites curtas
e chuvosas não conseguiram
dissipar ou apagar.
E ainda há na minha vida
uma linha paralela e quase infinita.
10 de janeiro de 2011
Silicone
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
07:25
seios desnudos em excesso
são tão falsos
quanto cabeça de bacalhau
no mercado central.
as marcas do tempo
não apagam as dores,
as memórias e as mágoas.
a alma não envelhece,
mas os dorsos das mãos, sim!
haicais
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
07:05
enquanto os novos
ainda ouço os gritos
outros amores prometem
se entrelaçarem do lado
de lá da meia-parede
que os vizinhos não troquem
só as cores da parede,
as portas e as janelas!
8 de janeiro de 2011
Silenciosamente
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
07:16
Quando o sol desponta
Mais um dia de saudade
Amanhece em mim.
Tudo me dá saudade
Até das coisas que não vivi.
A cidade, a rua,
O rio Doce, a casa amarela,
O apito do trem e a ponte de ferro.
Silenciosamente a saudade
Adormece a minha noite.
3 de janeiro de 2011
haicais
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
11:02
2 de janeiro de 2011
Minha avó
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
14:08
Assinar:
Postagens (Atom)


