o meu ofício
é árduo demais.
descortinar
os mundos encobertos;
cuidar
de jardins no deserto;
captar
os recados perdidos
das almas humanas
e ainda dormir
todas as noites
um sono profundo.
7 de março de 2011
Jardins no deserto
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
10:21
Lavrador
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
09:56
"O lavrador de café", obra do pintor Cândido Portinari Eu sei que sou pouco lido
Mas a poesia é a minha lida.
Nasci no mato, na roça
Minha lavoura é a palavra
Não me importa se é pouco lida.
Mas levanto todos os dias bem cedo
Antes de o sol aparecer no horizonte.
Antes de a água límpida deixar a fonte.
E colho as palavras e os versos
Que ficaram nas frestas ou no teto.
Antes que o mundo acorde
E apague com o vento forte
A brasa incandescente do poema
Que ficou guardado no meu peito.
Mas a poesia é a minha lida.
Nasci no mato, na roça
Minha lavoura é a palavra
Não me importa se é pouco lida.
Mas levanto todos os dias bem cedo
Antes de o sol aparecer no horizonte.
Antes de a água límpida deixar a fonte.
E colho as palavras e os versos
Que ficaram nas frestas ou no teto.
Antes que o mundo acorde
E apague com o vento forte
A brasa incandescente do poema
Que ficou guardado no meu peito.
6 de março de 2011
“Gracias”
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
10:19
à memória de Haydé Mercedes Sosa

Já tive muito mais esperança
Ao pé dos Andes sob o sol latino
Quando os homens queriam fazer
A sua história com as próprias mãos.
Quando a voz do povo não era ouvida
Mas os ventos andinos traziam vozes
Dizendo que isso um dia vai acabar
Porque a história não termina nos cárceres
Nem em valas comuns e rasas.
Quando a tempestade invadia o céu
E o tempo fechava em nuvens escuras
Aparecia atrás das cordilheiras
O sol, a luz e claridade dos acordes
Suaves e doces dos charangos.
Quando apareceu na terra do fogo
Um pássaro cantante recolhendo
Todos os ossos e todas as dores
Da sua gente sofrida e oprimida.
“Gracias a la vida” dou todos os dias
Por ter ouvido Mercedes Sosa
Cantar toda sorte de sua gente
E que a morte não me encontre
Solitário, triste e indiferente
Aos sonhos libertários.
Ao pé dos Andes sob o sol latino
Quando os homens queriam fazer
A sua história com as próprias mãos.
Quando a voz do povo não era ouvida
Mas os ventos andinos traziam vozes
Dizendo que isso um dia vai acabar
Porque a história não termina nos cárceres
Nem em valas comuns e rasas.
Quando a tempestade invadia o céu
E o tempo fechava em nuvens escuras
Aparecia atrás das cordilheiras
O sol, a luz e claridade dos acordes
Suaves e doces dos charangos.
Quando apareceu na terra do fogo
Um pássaro cantante recolhendo
Todos os ossos e todas as dores
Da sua gente sofrida e oprimida.
“Gracias a la vida” dou todos os dias
Por ter ouvido Mercedes Sosa
Cantar toda sorte de sua gente
E que a morte não me encontre
Solitário, triste e indiferente
Aos sonhos libertários.
4 de março de 2011
Ah, se eu...
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
11:31
Ah, se eu pudesse dizer
Aos homens que são os sonhos
Que nos fazem chegar mais longe.
Ah, se eu pudesse...
Ah, se eu pudesse dizer
Aos homens que a calma
Não tem nada haver com a força
Nem com a fraqueza
É apenas uma qualidade da alma.
Ah, se eu pudesse...
Ah, se eu pudesse dizer
Aos homens que ser grande
Não é tão necessário
Quanto ser integro e inteiro.
O rio quer apenas chegar no mar.
Ah, se eu pudesse...
Ah, se eu pudesse...
A vela
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
06:45
2 de março de 2011
Monet
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
18:14
1 de março de 2011
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