
minha memória sempre volta
à margem do rio que me viu nascer
onde, às vezes, me sentia distante
do mundo e do outro lado do norte
o grito do barqueiro mandando esperar
e a carretilha fazendo barulho
no cabo de aço grosso e comprido
parecia que sussurava “estou chegando”
à medida que vou envelhecendo
essas lembranças vão ficando submersas
e o rio vira um mar de esquecimento
30 de julho de 2012
O rio vira mar
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
18:52
29 de julho de 2012
Guardiões
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
14:32
27 de julho de 2012
26 de julho de 2012
Saudade
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
19:10
23 de julho de 2012
À deriva
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
17:41
Ah, se a solidão fosse
apenas uma pequena ilha
cercada de silêncio!
Mas, não é só isso não!
apenas uma pequena ilha
cercada de silêncio!
Mas, não é só isso não!
É um mar de ausências
navegando num barco sem velas
sem bússola e sem cais.
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