2 de setembro de 2011

Da janela

Os pássaros podem voar,
o meu coração, não!
debruçado na janela
a paisagem é quieta
e frágil como as asas dos anjos.

Não ouço mais os sinos
da igreja matriz
nem sei decifrar
se é chegada ou partida,
procissão ou missa dominical.

os pássaros querem o céu
e eu sem remos ou vela
quero alcançar o infinito.

1 comentários:

MIRZE disse...

Mauro!

O infinito seus versos já alcançaram!

Beijos

Mirze