21 de março de 2012

canto de verão


a Meireles tem toda razão
as palavras voam
e, às vezes, pousam!...

passei a tarde toda
olhando um bando de pássaros
livres
perseguindo silenciosas borboletas
azuis
e no chão apressadas formigas
ágeis
não importa se é noite
ou se é dia
se é calor
ou se é frio
tudo está certo
no seu lugar
cumprindo o seu destino
as palavras voam
e, às vezes, pousam!...

tudo está sendo feito
como sempre foi feito
seja de perto
seja de longe
os dias são feitos
de pequenos desejos
e vagas felicidades
antes que o dia acabasse
fechei a janela
porque sei que o tempo certo
ainda não chegou
preferimos arriscar do que sonhar
guardar a dor para não sofrer
conter as emoções e não esperar
nada do céu
as palavras voam
e, às vezes, pousam!...

1 comentários:

Mirze Souza disse...

Lindo, Mauro!

Uma poesia filosófica e verdadeira!

A cada dia mais o admiro!

Beijos

Mirze