6 de abril de 2012

o tempo

o tempo é avaro
cobra demais
ora lembrança
ora saudade

quando não ceifa
onde nunca plantou!

cura sim, é verdade!
algumas eternas ausências
mas, às vezes, alimenta
sentimentos escusos
por muitos anos e até décadas

o tempo é padastro
não tem melhorado a humanidade
o pai eterno moldou de barro
o que não existia
e os homens, hoje, estão destruindo
com bala de aço os seus iguais

o céu desenha nas nuvens
lindos quadros
e o tempo é como o vento
num instante desfaz tudo

1 comentários:

Mirze Souza disse...

O TEMPO!

Particularmente, gosto do tempo. Precisa existir, porque marca, mas leva como o vento, lembranças. Embora implácável, é o senhor da razão.

Belo poema, Mauro

Feliz Páscoa!

Beijos

Mirze