A igreja era pequena.
E as paredes pareciam maiores.
Os bancos de madeira maciça
Eram mais fortes e robustos
Que os próprios fiéis.
O padre era ofegante, suado
E estrangeiro de terras longíguas.
As batinas eram pretas, surradas e grossas.
As tábuas do púlpito subiam
Até o teto forrado de madeira nobre.
As flores que enfeitavam o altar
Vinham do jardim da casa paroquial.
A ladainha comprida e cantada
Dava o tom da celebração.
O murmúrio de reza latina
Ainda enfeitam o altar
Das minhas remotas
E castas lembranças.
18 de agosto de 2010
Matriz de São José
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
12:51
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2 comentários:
Mauro,
lindo seu poema, como sempre. E por falar em igrejas e padres, ainda não trouxe seu livro... Antes da sua aposentadoria ele volta, te garanto!
E, quando aposentar, você vai escrever outro livro? Que tal um com todos os seus haicais reunidos?
Abraço
Riva
Gostei do desenho. Do poema também!
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