15 de janeiro de 2011

Regente

à regente Adilude Valadão

















Nem poesia nem canto
No meio de tudo um espanto
Só o silêncio faz o amor ficar sozinho.

Nem voz nem grito
Entre a península e o continente
Só a amizade faz a ponte.

Nem Ludwig nem Bach
Faz a distância bastante
Entre a música e a ausência.

Nem Camões nem Dante
Separa a palavra saudade
Das águas salgadas do mar.

Nem coro nem batuta
No palco de cortinas fechadas
Passa um rio imaginário.

Quem rege um coral
Parece uma ilha parasidíaca
No Estreito de Gilbraltar.

1 comentários:

alua.estrelas disse...

Conhecer teu blog foi uma grata surpresa... Encantei-me com a forma que você entrelaça as palavras através da poesia fazendo com que algumas questões tão comuns ganhem um peso tão grande... Ou talvez, ganhem o peso que realmente têm. Com certeza serei visita constante a partir de agora... Parabéns pelo blog, é realmente muito lindo!