para colorir meus voos matinais
27 de maio de 2010
26 de maio de 2010
O prazer
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
18:11
25 de maio de 2010
Hoje tudo é breve
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
10:58
18 de maio de 2010
Quem sabe... um dia...
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
13:42
Para a Lídia Rabelo

quem sabe ... um dia ...
erguerei todas as pontes
que separam as margens
desse rio de águas claras.
quem sabe... um dia...
irei à fonte onde brota
a certeza, a luz, a plenitude
que o mundo transformou
em promessas não cumpridas.
quem sabe... um dia...
encontrarei o esplendor da manhã
na completude de um dia ensolarado.
quem sabe... um dia...
irei novamente num voo pleno
ficar defronte daquela casa
onde a dama da noite perfumava
a esquina, a rua e o mundo.
quem sabe.. um dia...
verei minha amiga Lídia
naquele halo brilhante da lua
invadindo a noite prateada
e adentrando a madrugada.
quem sabe... um dia...
14 de maio de 2010
A saudade não!
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
18:17
13 de maio de 2010
Buracos
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
15:02

oitava por oitava
quilate por quilate.
foi o que as Geraes
pagou por suas riquezas
aos vorazes colonizadores.
hoje, muitos séculos depois,
Minas continua pagando
com a mesma moeda.
serra por serra
morro por morro
vale por vale.
do Morro do Gongo Soco surge
um enorme buraco de poeira.
do Pico do Itabito aparece
um espantalho despido.
e do Pico do Cauê,
o poeta itabirano
disse que restou
apenas tristeza e pó.
11 de maio de 2010
haicais
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
15:14
pássaros no fio
e chuva fina no céu
parece uma linda pintura.
o reflexo do sol
na vidraça da sala
imita caminho de luz.
na vidraça da sala
imita caminho de luz.
os trilhos do trem
debaixo do sol quente
parecem fios de luz.
7 de maio de 2010
sonho apenas
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
18:11
eu sei que fui
forjado antes do começo
por isso sou apenas asas
não pássaros,
meus voos são imaginários,
meus ideários
são delírios noturnos;
sonho todas as noites
que estou voando, sonho apenas.
guardo no coração
a certeza de que entre
a flecha e o arco
sou o hiato.
entre a estrada
e o destino
sou a poeira.
entre o rio doce
e o mar salgado
sou a correnteza.
6 de maio de 2010
Voz
Postado por
Mauro Lúcio de Paula
às
15:05
à Adriana Godoy (blogueira e mãe do Rafael desenhista)
a dona do Voz,
entre versos e verbos,
entoa cantigas ao vento
em seus olhos o abandono
se transforma em abrigo
em sua boca a palavra suave
se converte em labaredas
em seus lábios as sombras
acolhem a luz e o calor.
a sua voz não é aguda
nem rouca nem úmida
apenas uma linda canção.
Assinar:
Postagens (Atom)